Em 2022, a Appmax reuniu dois nomes do e-commerce numa conversa ao vivo sobre o que vinha pela frente no mercado de negócios digitais. Foi a Maximiza 2022, a primeira livecast da empresa para quem vende online. Betina Wecker, na época cofundadora e VP de Novos Negócios, mediou o bate-papo no canal do YouTube da Appmax. Participaram Luiz Natal, gerente de Desenvolvimento de Plataforma da Nuvemshop, e Cadu Ads, CEO da Amaral Mídia e fundador da Caduads.
A pauta era simples e ambiciosa: mapear tendências, inovações e oportunidades para quem empreende online. Se você não acompanhou ao vivo, reunimos abaixo os pontos que seguem úteis para entender como o mercado chegou onde está. No fim, você assiste à transmissão completa.
O e-commerce ainda tinha espaço para crescer
A primeira pergunta de Betina foi direta: como os convidados viam o crescimento do e-commerce, e o quanto ele favorecia o empreendedor digital? Luiz Natal respondeu otimista. Para ele, a pandemia mudou principalmente o comportamento de quem ainda não comprava pela internet.
Segundo Luiz, por um período, comprar online foi a única alternativa para muitos produtos. Isso levou novos consumidores ao e-commerce, e empurrou para o digital negócios que fecharam as portas físicas da noite para o dia. Ele lembrou que o número de transações chegou a ser seis vezes maior, com um mercado mais maduro do outro lado do balcão.
Mesmo com a desaceleração depois de dois anos acelerados, a leitura dele era de que o digital seguiria crescendo. O argumento: o consumo online representava só 10% do varejo na época. Ou seja, ainda havia muito espaço pela frente.
O empreendedor digital amadureceu
Cadu Ads pegou o gancho. Para ele, a necessidade da pandemia empurrou os negócios a buscar soluções criativas, e quem não vendia online se viu obrigado a vender. O resultado foi um mercado mais estruturado, com ferramentas novas surgindo ano após ano.
Betina complementou com um ponto que define a fase: um mercado mais maduro procura ferramentas que entregam mais, e o empreendedor já não se conforma com serviço de baixa entrega. Cadu ilustrou com a conta do tráfego. Antes, dava para conquistar muito volume com conversão baixa e custo baixo, porque o custo compensava. Depois, o tráfego pago ficou caro por causa da concorrência em anúncios, enquanto a conversão não acompanhou. Por isso os lojistas passaram a caçar ferramentas e serviços especializados para melhorar o resultado, em vez de só comprar mais clique.
Um dos lugares onde essa conta aparece é o abandono de carrinho. Tráfego caro que chega ao checkout e não converte é prejuízo dobrado.
O mercado de infoprodutos ganhou tração
Betina trouxe os infoprodutos para a mesa. Cadu enxergava um mercado já estabelecido, que cresceu muito na pandemia. Para ele, as pessoas consumiram mais produto digital, e isso abriu porta para quem quer empreender no segmento.
Luiz citou um levantamento sobre o otimismo do empreendedor com o futuro do e-commerce. Pela pesquisa, boa parte dos respondentes não estava otimista porque não se sentia preparada. Para ele, é aí que o infoproduto faz diferença, porque ajuda o lojista a se preparar antes de dar um passo mais sólido. Muitos já tinham entendido isso e investiam na própria formação, estudavam o mercado e consumiam conteúdo antes de escalar a operação. Quem quiser entender melhor esse segmento pode ler o panorama sobre o mercado de infoprodutos.
O consumidor ficou mais exigente
A conversa virou para o comportamento de compra. Para Cadu Ads, o que mais mudou foi o nível de consciência das pessoas. A pandemia trouxe muitos consumidores novos, mas também havia quem já comprava online e seguiu comprando. Com o digital no dia a dia, o cliente ficou mais exigente, mais conectado às marcas e mais atento ao que consome.
Daí o ponto que Cadu fez questão de marcar: manter o relacionamento com o cliente e entregar valor virou condição, e não diferencial. Betina e Luiz reforçaram que o consumidor quer a melhor experiência de compra, mas antes avalia marca, reputação e confiança. Por isso o lojista precisa cuidar de estornos e chargebacks, ter um suporte que responde rápido e manter políticas de troca e devolução claras. São ações simples, mas que pesam na decisão de quem está do outro lado da tela.
O Pix entrava como a próxima virada nos pagamentos
Quando o assunto foi meios de pagamento, Betina apresentou um dado: 67% dos consumidores online ainda preferiam o cartão de crédito. Mas outros meios já ganhavam espaço, e os dois convidados apostaram no mesmo nome, o Pix.
Para Luiz, o Pix substituía bem o boleto. Como as transações costumam ter valor menor, o consumidor recebe a aprovação na hora, enquanto o boleto demora. Do lado do lojista, a vantagem é dupla, porque o Pix não trava o estoque e dá visão instantânea da aprovação, o que ajuda a girar a mercadoria com mais eficiência. A leitura de 2022 se confirmou nos anos seguintes, e hoje o Pix é parte central de como a Appmax processa os pagamentos.
As apostas para 2022
No fim, os três listaram tendências que já se mostravam fortes. A logística apareceu primeiro: entregas mais ágeis e novas opções de envio, para que o lojista menor pudesse competir de igual para igual com os grandes. O marketing de influência veio em seguida, com destaque para promotores reais da marca, como os próprios clientes e o time da empresa. E a chegada do 5G prometia mudar a experiência de compra, com mais imersão, realidade aumentada, varejo multicanal e crescimento do live commerce.
Olhando de hoje para trás, boa parte dessas apostas se confirmou. A Maximiza 2022 fica como registro de um momento em que o e-commerce brasileiro amadurecia rápido. Você pode assistir à transmissão completa da Maximiza 2022 no YouTube para ouvir os convidados na íntegra.